No Frenesí de grandes cidades, em meio há milhões de possibilidades
e no convívio com algumas impossibilidades o tempo acaba por ditar as regras da
vida e das vicissitudes humanas. O tempo nem sempre foi fator preponderante
para o exercício da arte, mas após a primeira revolução industrial a relação
com o tempo é reinventada e até mesmo a arte, que supõe uma ideia de liberdade,
liga algumas áreas de sua produção criativa e dedica parte da sua imaginação à
questão do tempo.
"A persistência do tempo", de Salvador
Dalí, uma das obras que tem como objeto de inspiração, a relação com o tempo, a
ciência e a forma como o mesmo afeta o homem.
Da
mesma maneira que o tempo se modifica em um movimento pendular, numa cíclica
transformação para o homem moderno, a vida e o tempo sensível dos sentimentos
do homem se esvai, mas não sem o homem modificar sensivelmente sua relação com
a externalidade.
Os indivíduos agem sobre sua
própria realidade e a modificam em maior ou menor grau, embora muitas pessoas
não entendam como a arte faz isso, ela talvez seja a maior testemunha ocular da
história do mundo e é por ela que muitos destes indivíduos, como músicos,
pintores, escultores, escritores, quadrinistas, em suma, artistas, impactam
seu mundo através de uma visão.
O que nos interessa aqui é ressaltar uma arte
em particular, a 7°, o cinema, mesmo que outras eventualmente surjam por aqui e
nos mostrem os intertextos do mundo e suas formas peculiares de contribuir com
ele.
A função desta fagulha que aqui
surge, deste pequeno blog, é compartilhar experiências em forma de cinema, obviamente com um toque particular do autor,
permitir que outros conheçam, e saciem sua curiosidade por ele – obtendo arquivos
de filmes juntamente, diversas vezes em forma de crítica ou resenha
cinematográfica, sob a visão de outras pessoas, além daquele que aqui escreve
neste momento, autor e mantenedor deste blog. Assim, instanciando temas que
cruzam transversalmente com a 7° arte, entrego aos que aqui vierem em busca de
pequenos tesouros do cinema mundial, ou mesmo aos clássicos tradicionalmente
respeitados do cinema, sintam-se aqui, à vontade, para ler, ouvir, ver e sentir
emoções roteirizadas, sonhadas, transcritas e dirigidas por diversas mentes
humanas que ao sentirem o impacto do tempo, da arte e da vida pulsando,
produziram suas obras e mudaram o mundo, senão para todos, mas para alguns.
Sejam Bem-Vindos, este é o
REVISÃO CINEMATOGRÁFICA!