segunda-feira, 1 de julho de 2019

Alta Fidelidade - High Fidelity (2000), Stephen Frears

High Fidelity, 2000, Legendado, Stephen Frears.

Termômetro deste blog: Excelente
 

Formato: AVI
Áudio: Inglês
Legendas: Português do Brasil
Duração: 1h 53min
Tamanho: 700 MB
Servidor: Uptobox (Uma parte)

Nota:
https://www.imdb.com/title/tt0146882/


SINOPSE:
Rob Gordon está passando por uma crise aos trinta e poucos anos. Após ser dispensado pela namorada, ele resolve analisar seus cinco relacionamentos mais marcantes para tentar descobrir por que eles não deram certo.
FONTE:



CRÍTICA:

Quem nunca imaginou sua vida com trilha sonora?

Por: Bruno Marise

"O que veio primeiro, a música ou o sofrimento?".

Assim somos apresentados a Rob Gordon (John Cusack), um sujeito frustrado com a vida, proprietário de uma loja de discos e que acabou de levar um pé da namorada, Laura (Iben Hjejle). Já de cara ele quebra a quarta parede, e conversa com a câmera. Desabafando sobre suas decepções amorosas, Rob mergulha em uma reflexão e relembra seus namoros passados através de um "top 5 piores términos", artifício que se repete várias vezes no filme, e uma das sacadas que contribuíram para o seu status cult. De início nos compadecemos de Rob, e qualquer um que já tenha passado pela mesma situação se vê na pele do personagem. Ele conversa o tempo todo com o espectador, o que nos aproxima ainda mais e nos torna quase íntimos do protagonista. Mas ao decorrer da história, vamos vendo o quanto o cara é egocêntrico, mimado, machista e esnobe. Mesmo assim, por mais detestável que seja a sua personalidade, também nota-se o quão humano ele é, e a identificação aparece mais uma vez: Quem nunca se comportou de maneira irracional e quase infantil em uma crise pós-término? O filme acerta a mão em fugir do tom maniqueísta que geralmente toma conta das comédias românticas, e isso é um dos fatores que o destaca neste nicho. Relacionamentos são complexos, nem sempre existe um culpado e uma vítima. Em um primeiro momento Rob pode parecer um coitado que foi injustiçado por sua ex, mas aos poucos vamos conhecendo mais de sua persona e vendo que ele não era o companheiro perfeito que aparentava, e o próprio assume isso ao recapitular os motivos que o fizeram ser deixado por Laura.

Apesar da maturidade com que o diretor Stephen Frears conduz a história, o clima é bastante leve e a dupla de vendedores Barry (Jack Black) e Dick (Todd Louiso) proporciona grande parte do alívio cômico do filme, com as discussões impagáveis sobre álbuns, listas e títulos de canções, em caricaturas perfeitas dos "bolhas" que frequentam esse meio, e debocham dos "leigos" que conhecem pouco de música.  Black tem papel de destaque aqui, em uma atuação que alavancou sua carreira. Difícil imaginar outro para o papel de Rob que não seja John Cusack. Sua postura sarcástica e expressão melancólica casam perfeitamente com a personalidade quase depressiva e passivo-agressiva do lojista.

A música, que inclusive, é o grande protagonista de Alta Fidelidade. O ambiente da loja de discos, as listas de top 5, as referências pop. Tudo gira em torno da obsessão de Rob com esse universo. Ele conheceu Laura enquanto discotecava em uma boate. Seu sofrimento pós-termino tem sempre uma música que serve de fundo para o momento. Enquanto tenta recuperar Laura de volta, Rob acaba conhecendo uma cantora. Pessoas que têm a música como parte essencial de sua vida, se identificam imediatamente com as personagens e essas situações e são atraídas por esta ambientação. Tudo isso acompanhado, obviamente, por uma trilha sonora incrível, recheada de canções muito bem escolhidas que vão de Love a Peter Frampton, de Velvet Underground a Stevie Wonder e de Stereolab a Stiff Little Fingers. Sem esquecer a incrível interpretação de Jack Black em Let’s Get it On de Marvin Gaye.

Alta Fidelidade foi baseado no best-seller de mesmo nome, escrito por Nick Hornby. Diferente do livro, ambientado em Londres, o longa se passa na chuvosa Chicago, que deu um charme extra ao clima da história. Mesmo 15 anos depois, a adaptação permanece como uma das grandes comédias românticas de todos os tempos. Dinâmica, madura, original, bem conduzida e extremamente divertida.
 

Fonte: 

https://www.cineplayers.com/criticas/alta-fidelidade

 



A Arte, o Homem e sua Ação Transformadora - Apresentação do BLOG


               No Frenesí de grandes cidades, em meio há milhões de possibilidades e no convívio com algumas impossibilidades o tempo acaba por ditar as regras da vida e das vicissitudes humanas. O tempo nem sempre foi fator preponderante para o exercício da arte, mas após a primeira revolução industrial a relação com o tempo é reinventada e até mesmo a arte, que supõe uma ideia de liberdade, liga algumas áreas de sua produção criativa e dedica parte da sua imaginação à questão do tempo.

"A persistência do tempo", de Salvador Dalí, uma das obras que tem como objeto de inspiração, a relação com o tempo, a ciência e a forma como o mesmo afeta o homem.

                Da mesma maneira que o tempo se modifica em um movimento pendular, numa cíclica transformação para o homem moderno, a vida e o tempo sensível dos sentimentos do homem se esvai, mas não sem o homem modificar sensivelmente sua relação com a externalidade.

Os indivíduos agem sobre sua própria realidade e a modificam em maior ou menor grau, embora muitas pessoas não entendam como a arte faz isso, ela talvez seja a maior testemunha ocular da história do mundo e é por ela que muitos destes indivíduos, como músicos, pintores, escultores, escritores, quadrinistas, em suma, artistas, impactam seu mundo através de uma visão.
 O que nos interessa aqui é ressaltar uma arte em particular, a 7°, o cinema, mesmo que outras eventualmente surjam por aqui e nos mostrem os intertextos do mundo e suas formas peculiares de contribuir com ele.
A função desta fagulha que aqui surge, deste pequeno blog, é compartilhar experiências em forma de cinema, obviamente com um toque particular do autor, permitir que outros conheçam, e saciem sua curiosidade por ele – obtendo arquivos de filmes juntamente, diversas vezes em forma de crítica ou resenha cinematográfica, sob a visão de outras pessoas, além daquele que aqui escreve neste momento, autor e mantenedor deste blog. Assim, instanciando temas que cruzam transversalmente com a 7° arte, entrego aos que aqui vierem em busca de pequenos tesouros do cinema mundial, ou mesmo aos clássicos tradicionalmente respeitados do cinema, sintam-se aqui, à vontade, para ler, ouvir, ver e sentir emoções roteirizadas, sonhadas, transcritas e dirigidas por diversas mentes humanas que ao sentirem o impacto do tempo, da arte e da vida pulsando, produziram suas obras e mudaram o mundo, senão para todos, mas para alguns.

Sejam Bem-Vindos, este é o REVISÃO CINEMATOGRÁFICA!