High Fidelity, 2000, Legendado, Stephen Frears.
Termômetro deste blog: Excelente
Formato: AVI
Áudio: Inglês
Legendas: Português do Brasil
Duração:
1h 53min
Tamanho: 700 MB
Servidor: Uptobox (Uma parte)
Nota:
SINOPSE:
Rob Gordon está passando por uma crise aos trinta e poucos anos. Após
ser dispensado pela namorada, ele resolve analisar seus cinco
relacionamentos mais marcantes para tentar descobrir por que eles não
deram certo.
CRÍTICA:
Quem nunca imaginou sua vida com trilha sonora?
"O que veio primeiro, a música ou o sofrimento?".
Assim
somos apresentados a Rob Gordon (John Cusack), um sujeito frustrado com a
vida, proprietário de uma loja de discos e que acabou de levar um pé da
namorada, Laura (Iben Hjejle). Já de cara ele quebra a quarta parede, e
conversa com a câmera. Desabafando sobre suas decepções amorosas, Rob
mergulha em uma reflexão e relembra seus namoros passados através de um
"top 5 piores términos", artifício que se repete várias vezes no filme, e
uma das sacadas que contribuíram para o seu status cult. De início nos
compadecemos de Rob, e qualquer um que já tenha passado pela mesma
situação se vê na pele do personagem. Ele conversa o tempo todo com o
espectador, o que nos aproxima ainda mais e nos torna quase íntimos do
protagonista. Mas ao decorrer da história, vamos vendo o quanto o cara é
egocêntrico, mimado, machista e esnobe. Mesmo assim, por mais
detestável que seja a sua personalidade, também nota-se o quão humano
ele é, e a identificação aparece mais uma vez: Quem nunca se comportou
de maneira irracional e quase infantil em uma crise pós-término? O filme
acerta a mão em fugir do tom maniqueísta que geralmente toma conta das
comédias românticas, e isso é um dos fatores que o destaca neste nicho.
Relacionamentos são complexos, nem sempre existe um culpado e uma
vítima. Em um primeiro momento Rob pode parecer um coitado que foi
injustiçado por sua ex, mas aos poucos vamos conhecendo mais de sua
persona e vendo que ele não era o companheiro perfeito que aparentava, e
o próprio assume isso ao recapitular os motivos que o fizeram ser
deixado por Laura.
Apesar da maturidade com que o diretor Stephen
Frears conduz a história, o clima é bastante leve e a dupla de
vendedores Barry (Jack Black) e Dick (Todd Louiso) proporciona grande
parte do alívio cômico do filme, com as discussões impagáveis sobre
álbuns, listas e títulos de canções, em caricaturas perfeitas dos
"bolhas" que frequentam esse meio, e debocham dos "leigos" que conhecem
pouco de música. Black tem papel de destaque aqui, em uma atuação que
alavancou sua carreira. Difícil imaginar outro para o papel de Rob que
não seja John Cusack. Sua postura sarcástica e expressão melancólica
casam perfeitamente com a personalidade quase depressiva e
passivo-agressiva do lojista.
A música, que inclusive, é o grande
protagonista de Alta Fidelidade. O ambiente da loja de discos, as
listas de top 5, as referências pop. Tudo gira em torno da obsessão de
Rob com esse universo. Ele conheceu Laura enquanto discotecava em uma
boate. Seu sofrimento pós-termino tem sempre uma música que serve de
fundo para o momento. Enquanto tenta recuperar Laura de volta, Rob acaba
conhecendo uma cantora. Pessoas que têm a música como parte essencial
de sua vida, se identificam imediatamente com as personagens e essas
situações e são atraídas por esta ambientação. Tudo isso acompanhado,
obviamente, por uma trilha sonora incrível, recheada de canções muito
bem escolhidas que vão de Love a Peter Frampton, de Velvet Underground a
Stevie Wonder e de Stereolab a Stiff Little Fingers. Sem esquecer a
incrível interpretação de Jack Black em Let’s Get it On de Marvin Gaye.
Alta
Fidelidade foi baseado no best-seller de mesmo nome, escrito por Nick
Hornby. Diferente do livro, ambientado em Londres, o longa se passa na
chuvosa Chicago, que deu um charme extra ao clima da história. Mesmo 15
anos depois, a adaptação permanece como uma das grandes comédias
românticas de todos os tempos. Dinâmica, madura, original, bem conduzida
e extremamente divertida.
Fonte:
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